Energia elétrica no Brasil – Necessidade de revisão e integração de políticas públicas

A geração, a transmissão e a distribuição de energia elétrica no Brasil é baseada em conceitos econômicos no mínimo opacos, se não ultrapassados, inconsistentes e irracionais.  Isso se deve, em grande parte, ao fato da ANEEL ser um escritório central de gestão dos interesses bastante retrógrados das concessionárias de todos os tipos.

Na geração solar e eólica não se considera, por exemplo, que o Brasil dispõe de um sistema já pago e em grande parte amortizado de estocagem de energia que são os reservatórios das hidrelétricas.

A transmissão a longa distância parece não estar contabilizada nos custos de geração de novas e mais distantes hidrelétricas.

E agora, as concessionárias começam a pressionar as autoridades pela redução dos incentivos à microgeração distribuída sem considerar o que essa abordagem pode reduzir em muito os custos de reforços de linhas de transmissão e de distribuição.

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Roraima e segurança energética – Brasil, um país do passado

O Brasil opõe-se à inovação – mesmo quando já consagrada no mundo inteiro! – e continua movido pela mesmice, nessa época de rápidas transformações.  Um bom exemplo é o abastecimento de energia elétrica para o estado de Roraima, um problema já por demais conhecido, que se agravou porque a eletricidade do estado vem da Venezuela e o mesmo blá-blá-blá “emergencial” de sempre.  Nenhuma visão estratégica.

E isso não é coisa da atual administração que possa estimular os fora isso ou aquilo.  É assunto que vem de longe.

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